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quarta-feira, 9 de março de 2011

Sobre a violência doméstica

Muitas vezes você ajuda a aumentar pelo menos um pouquinho o orçamento doméstico trabalhando como manicure, cabeleireira em casa, vendendo ou lavando roupas, fazendo limpeza nas casas dos outros, tomando conta de criança enquanto os seus pais trabalham... são inúmeras as atividades que a mulher exerce, e que geralmente contribui para render um "dinheirinho" a mais.
Daí seu marido chega em casa e você não deu conta de deixá-la como ele gosta, então começam os ataques: "sua vagabunda" (1), "o que você ganha não dá nem pra comprar papel higiênico"(2), "deve estar me colocando chifres" (3). "Vou te matar se eu te encontrar com outro" (4). E come a porrada (5). Nesse ponto a mulher às vezes vai até a delegacia registrar um B.O., alegando violência doméstica.

Só aí, amiga, eu já percebi pelo menos 4 tipos de violência doméstica. No exemplo citado, ao chamar a mulher de vagabunda, o marido já está cometendo a primeira violência, e ao diminuir a importância do trabalho que ela faz, a segunda. Só essas duas primeiras já seriam motivo de uma denúncia. Ao ameaçar sua vida, ele está cometendo uma violência tão grave quanto a agressão física, pois trata-se de violência psicológica, a que causa dependência emocional. Muitas vezes a mulher preserva aquele casamento por medo das ameaças. Mas geralmente as pessoas parecem não atentar para esse "detalhe", principalmente os familiares das mulheres vitimizadas (a agressão não precisa ser física), que minimizam o fato e sempre aconselham a mulher a cativar seu marido e manter o casamento.

Sinceramente, não sei qual dos males é o mais danoso, porque geralmente um homem violento aprendeu em casa: ou com a passividade de sua mãe, que provavelmente (certamente) sofria com o marido, ou com a violência do seu pai contra ele. Todo homem violento foi uma criança violentada nos seus direitos de terem pais que a protejam, não que as ameacem.

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